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Lendas das Sete Cidades

 

 

Existe muito misticismo em volta do arquipélago dos Açores, contando com um espólio de inúmeras lendas que o corroboram, desde a ligação das 9 ilhas com o que outrora se crê ter sido a civilização de Atlântida até a outras tradições orais relacionadas maioritariamente com as lagoas.   
 

 

 

  No entanto, os locais que parecem reunir mais lendas e teorias são as lagoas existentes na caldeira do vulcão das Sete Cidades e a sua origem. O que dá azo a tanta história é o facto de, apesar de ambas estarem unidas, terem cores diferentes, sendo uma de tonalidade azul e outra verde.

  Uma dessas lendas é a do rei Branco-Pardo e da rainha Branca-Rosa. Esta conta-nos que em tempos existia um reino liderado por este casal de monarcas. O casal não tinha descendência e esse facto entristecia-os imensamente. Porém, houve uma noite em que o rei teve um sonho visionário em que lhe foi anunciado que lhe seria dada uma filha, caso concordasse com a condição de nenhum dos pais poder ver a princesa até que ela completasse vinte anos. Dado que não tinha qualquer herdeiro, concordou e assim se concretizou. Passado algum tempo, nasceu a princesa, que foi logo separada dos pais e movida para as Sete Cidades, local mandado edificar pelo rei, igualmente a mando do sonho. Alguns anos depois, o rei Branco-Pardo não aguentou a ansiedade de esperar até que a sua filha completasse a idade requerida e partiu para as Sete Cidades, contrariando a vontade dos deuses e o compromisso que tinha assumido. Quando lá chegou, encontrou os gigantes portões que fechavam a muralha fechados e mandou-os arrombar. Quando estes finalmente cederam, a terra começou a tremer e o cataclismo vulcânico desabou sobre o reino. Diz-se que, no sítio onde vivia a princesa, existe hoje em dia a cratera do vulcão das Sete Cidades. Relativamente às lagoas, diz-se que a tonalidade verde de uma se refere à cor dos sapatinhos da princesa perdidos no fundo da mesma, e que a tonalidade azul da outra é devido ao chapéu azul que a princesa trazia na cabeça.

  Outra das lendas, e provavelmente a mais conhecida de todas, é a da princesa e do pastor no reino das Sete Cidades. Reza a lenda que nesta terra reinava um casal que tinha uma linda filha. A princesa não suportava a clausura das muralhas do castelo e todos os dias saía para os campos, onde podia estar rodeada pelo que mais gostava, o verde, as flores, o chilrear dos pássaros, entre outros. Num dos seus passeios, a princesa conheceu um pastor, com quem conversou a tarde inteira. Constataram que tinham muitos interesses em comum e passaram a encontrar-se todos os dias, o que deu origem ao seu amor.

  Quando o rei descobriu os encontros da sua filha com o pastor, tratou de os proibir, uma vez que a princesa já tinha casamento arranjado com um príncipe de um reino vizinho. Contudo, concedeu-lhes um encontro para a despedida. Na hora derradeira, os dois apaixonados choraram tanto que cresceram duas lagoas aos seus pés. Uma das lagoas era azul, nascida das lágrimas que brotaram dos olhos azuis da princesa, e a outra lagoa verde, como os olhos do pastor. Diz-se que apesar de não puderem ter ficado juntos como queriam, as suas lagoas uniram-se para nunca mais se separar.

  Estas lendas transportam os leitores para um imaginário muito próprio, que somente pode ser sentido na sua totalidade visitando o local onde se desenrolam. Visite São Miguel para conhecer este local encantado e usufrua de uma estadia num dos hotéis Bensaude.  

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